🔵SINDIBEL – A saúde bucal que atende antes mesmo da consulta começar
- Post by: Comunicação
- 24 de agosto de 2026
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Equipes de Odontologia da rede municipal de Belo Horizonte seguem levando prevenção,
triagem e cuidado para dentro das escolas, mesmo sem transporte oficial e com falta de
materiais básicos

Antes de qualquer criança sentar em uma cadeira odontológica, já existe um trabalho em
andamento. Ele começa fora do consultório, dentro das escolas municipais de Belo Horizonte,
onde equipes de Saúde Bucal atuam há anos como parte do Programa Saúde na Escola.
A rotina reúne cirurgião dentista, técnico em saúde bucal e auxiliar em saúde bucal. Juntos, eles
fazem o levantamento das necessidades odontológicas dos alunos, identificando quem precisa de
atendimento e muitas vezes não teria chegado sozinho a um serviço de saúde.
A partir desse mapeamento, começa a busca ativa. As famílias são procuradas e informadas
sobre a necessidade de tratamento, e os casos identificados ganham prioridade em agendamento
com porta aberta. O trabalho não termina na avaliação: envolve comunicar os responsáveis,
encaminhar, priorizar e acompanhar até que o cuidado realmente aconteça.
Prevenção como rotina
Além da triagem, as equipes desenvolvem ações educativas e escovação supervisionada nas
escolas. A proposta vai além de entregar uma escova de dente. É acompanhar a criança de perto,
corrigir a técnica, reforçar hábitos e ajudar a construir uma relação de cuidado com a própria
saúde bucal que tende a durar a vida toda.
É um investimento que se paga no longo prazo: menos cárie, menos tratamento complexo no
futuro e mais qualidade de vida para os alunos da rede municipal.
O que fica fora do consultório
Boa parte dessa rotina acontece longe da vista da população, que costuma associar a
Odontologia apenas ao atendimento dentro do consultório. Mas há todo um trabalho de
deslocamento até a escola, organização da ação, avaliação dos alunos, registro de informações,
orientação e contato com as famílias, seguido do trabalho que continua depois que a equipe
retorna à unidade de saúde.
Falta estrutura, mas o serviço continua
O programa segue mesmo sem as condições ideais. Não há transporte oficial disponibilizado para
o deslocamento das equipes até as escolas, o que obriga profissionais a usarem veículo próprio
para cumprir uma atividade que é, por definição, parte do trabalho em saúde pública.
Faltam também escovas e cremes dentais em quantidade suficiente, materiais essenciais para
que as ações de prevenção e escovação supervisionada aconteçam como deveriam. Em algumas
unidades escolares, a própria estrutura física dificulta ou até impede a realização da escovação
supervisionada.
Mesmo diante desse cenário, a equipe de Saúde Bucal continua atuando.
Uma presença que resistiu
Ao longo da história do Programa Saúde na Escola, diferentes categorias já passaram pela
iniciativa, entre elas enfermagem, medicina e áreas técnicas administrativas. Com as mudanças
que o programa sofreu ao longo dos anos, a Odontologia é uma das que permaneceu presente
até hoje, com seus cirurgiões dentistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal atuando diretamente
nas escolas municipais.
Continua identificando quem precisa de cuidado. Continua orientando famílias. Continua abrindo
prioridade de atendimento. E segue fazendo isso mesmo quando a estrutura de trabalho está
longe do ideal.
Por que isso importa
O consultório é só uma parte visível de um trabalho que começa muito antes. Existe uma equipe
que sai da unidade de saúde, vai até onde as crianças estão, identifica quem precisa de
tratamento, ensina hábitos de cuidado e acompanha até o fim.
É um trabalho que constrói saúde pública silenciosamente, nas escolas de Belo Horizonte, e que
segue sendo feito apesar dos obstáculos que boa parte da população nunca chega a saber que
existem.
SINDIBEL – Quem luta, conquista! ✊🏿✊🏼✊🏽
